{"id":2850,"date":"2021-03-01T15:33:00","date_gmt":"2021-03-01T15:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jconline.esep.pt\/?p=2850"},"modified":"2021-02-27T00:06:15","modified_gmt":"2021-02-27T00:06:15","slug":"os-km-percorridos-ate-portalegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/2021\/03\/01\/os-km-percorridos-ate-portalegre\/","title":{"rendered":"Os Km percorridos at\u00e9 Portalegre"},"content":{"rendered":"\n<p>Todos os anos s\u00e3o milhares os estudantes que se deslocam para longe de casa de modo a ingressarem no ensino superior para continuarem as suas forma\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas. No Norte Alentejano, o Instituto Polit\u00e9cnico de Portalegre recebe estudantes vindos de todos os pontos de Portugal Continental e ilhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano letivo, In\u00eas Gouveia, de 19 anos, voou da Madeira at\u00e9 Portalegre para estudar Servi\u00e7o Social, Lu\u00edsa Cerqueira, tamb\u00e9m de 19 anos, veio de Braga para iniciar a licenciatura em Administra\u00e7\u00e3o de Publicidade e Marketing e Vanessa Ferreira, de 21 anos, aventurou-se de Portim\u00e3o at\u00e9 ao Alentejo para entrar no curso de Jornalismo e Comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas estudantes tiveram motiva\u00e7\u00f5es diferentes para escolher Portalegre, Lu\u00edsa viu nesta cidade uma oportunidade para se aventurar. \u201cEu sempre quis ir para longe de casa na universidade e ent\u00e3o Portalegre pareceu-me uma op\u00e7\u00e3o barata\u201d. J\u00e1 Vanessa tomou a sua op\u00e7\u00e3o baseada nas refer\u00eancias do curso de Jornalismo e Comunica\u00e7\u00e3o: \u201capesar de estar um bocadinho longe de casa, foi onde me pareceu ter o melhor curso. Vi outras pessoas que sa\u00edram do meu curso e que tiveram uma boa entrada no mundo do trabalho. Pareceu-me ter sa\u00eddas e estar bem constru\u00eddo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para In\u00eas, a escolha n\u00e3o foi t\u00e3o f\u00e1cil, \u201ceu inicialmente n\u00e3o era para vir, porque eu n\u00e3o queria vir para a universidade, estava um pouco confusa com o que \u00e9 que queria\u201d. Servi\u00e7o Social n\u00e3o foi a sua primeira op\u00e7\u00e3o, \u201cqueria Criminologia, mas a minha m\u00e9dia n\u00e3o dava. E como eu gosto muito de interagir com as pessoas achei que servi\u00e7o social fosse um bom curso e pronto, fiquei em Portalegre\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A dist\u00e2ncia entre as suas casas e o Polit\u00e9cnico n\u00e3o demoveu estas estudantes. Vanessa confessa que no in\u00edcio \u201cassustou um bocadinho, porque estava com medo das saudades, mas pronto, \u00e9 um sacrif\u00edcio que se tem de fazer\u201d. In\u00eas Gouveia tamb\u00e9m sentiu esse medo \u201cquando me mandaram o e-mail a dizer que tinha ficado c\u00e1, eu n\u00e3o queria vir, sempre fui apegada ao meus pais, eu sou filha \u00fanica, e eles sempre me deram muitos mimos, estava sempre l\u00e1 com eles e nunca fui assim de sair e ficar completamente sozinha\u201d. Lu\u00edsa experienciou um sentimento diferente: \u201ceu sempre quis ir para longe de casa, sempre gostei de coisas diferentes, nunca gostei de estar sempre no mesmo s\u00edtio, j\u00e1 em Braga eu estava sempre a mudar de escola, era assim uma coisa normal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 as suas casas que estas estudantes deixaram para tr\u00e1s, mas tamb\u00e9m as suas fam\u00edlias, In\u00eas conta que o sentimento foi de felicidade. \u201dA\u00ed, ficaram muito contentes, acho que eles ficaram mais contentes do que eu sinceramente, porque na minha fam\u00edlia n\u00f3s somos muitos e a minha tia \u00e9 a \u00fanica licenciada, o resto n\u00e3o \u00e9 licenciado e eles ficaram muito contentes pelo facto de eu poder um dia ser licenciada\u201d.\u00a0 O mesmo sucedeu com a fam\u00edlia de Vanessa: \u201cfoi muita felicidade, muito entusiasmo e alguma tristeza por vir para longe, mas maioritariamente foi felicidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a fam\u00edlia de Lu\u00edsa, o fator dist\u00e2ncia j\u00e1 foi entendido de forma diferente. \u201cA minha m\u00e3e nem sequer sabia onde \u00e9 que ficava Portalegre, depois quando eu lhe disse que era Alentejo. Ai! Meu Deus, ela tentou dissuadir-me para eu tentar ficar perto de casa, ela n\u00e3o se importava que eu mudasse de cidade, mas t\u00e3o longe, para ela, custou. O meu av\u00f4 tamb\u00e9m lhe custou mais, porque ele j\u00e1 esteve aqui na tropa em Portalegre e ele sabe o qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 vir at\u00e9 c\u00e1 em transportes p\u00fablicos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De avi\u00e3o&#8230; at\u00e9 Portalegre<\/strong><\/p>\n<p>A viagem de transportes p\u00fablicos \u00e9 vista como o mais complicado de estudar longe de casa, In\u00eas tem de viajar de avi\u00e3o at\u00e9 Lisboa e depois 03.45horas de autocarro at\u00e9 Portalegre. Lu\u00edsa e Vanessa s\u00f3 precisam de utilizar um meio de transporte, mas mesmo assim, o trajeto n\u00e3o se torna mais f\u00e1cil. Lu\u00edsa passa 8 horas em viagem e Vanessa 5 horas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todas estas horas dentro de um autocarro Lu\u00edsa ouve \u201cpodcasts, m\u00fasica, \u00e0s vezes falo ao telem\u00f3vel e durmo\u201d, Vanessa tamb\u00e9m aproveita esse tempo para \u201cver alguma coisa. Normalmente estou no computador, porque os autocarros t\u00eam internet. Aproveito para fazer trabalhos ou ver alguma s\u00e9rie ou algum filme\u201d. Al\u00e9m destas atividades, no caso de In\u00eas, o pensamento sobre o que estava prestes a acontecer tamb\u00e9m esteve presente \u201cia ouvindo m\u00fasica, vinha pensando nas expectativas que tinha em rela\u00e7\u00e3o a Portalegre e do que \u00e9 que eu poderia fazer aqui para me sentir melhor. Sempre a pensar que estava a fam\u00edlia longe e a dormir\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As viagens n\u00e3o s\u00e3o propriamente apreciadas pelas alunas. \u201cEu n\u00e3o gosto literalmente de nada na viagem, porque principalmente na situa\u00e7\u00e3o que n\u00f3s estamos a passar agora, numa pandemia, acho que os autocarros n\u00e3o est\u00e3o bem organizados, eu em quase todas as viagens vou com algu\u00e9m ao meu lado, \u00e9 um risco muito grande e nem sequer t\u00eam desinfetante nem nada dessas coisas, tu \u00e9 que tens de levar e depois as horas todas tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o agrad\u00e1veis\u201d, explica Lu\u00edsa. Como pontos negativos, Vanessa tamb\u00e9m refere \u201ca espera, o aborrecimento, o n\u00e3o fazer grande coisa, estar fechada dentro de um autocarro e o barulho\u201d, mas v\u00ea como positivo \u201csaber que estou a ir para um destino que me agrada, seja aqui ou seja em casa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma cidade mist\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<p>A cidade de Portalegre era desconhecida para qualquer uma das alunas, e o primeiro impacto que tiveram foi distinto. In\u00eas come\u00e7ou por achar a cidade \u201cfeia e escura\u201d, Vanessa viu-a logo como confort\u00e1vel: \u201co facto de ela ser velhota, transmite-me conforto, as ruas s\u00e3o muito sossegadas, n\u00e3o h\u00e1 muitos carros, d\u00e1 para andar bem, n\u00e3o se sente perigo, transmitiu-me conforto, gostei disso\u201d. E Lu\u00edsa sentiu logo a diferen\u00e7a entra a sua cidade natal e a cidade norte alentejana \u201cdefinitivamente muito diferente de Braga, Braga \u00e9 assim muito mais desenvolvida. Como era uma cidade eu estava \u00e0 espera que fosse mais desenvolvida, mas achei giro por acaso, eu sempre quis vir ao Alentejo. Achei muito giro as herdades \u00e0 entrada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de chegar \u00e0 cidade, voltar a sair n\u00e3o \u00e9 frequente, devido \u00e0 dist\u00e2ncia as idas a casa n\u00e3o s\u00e3o muitas, \u201cs\u00f3 fui uma vez e uma segunda vez para as f\u00e9rias de Natal\u201d conta Vanessa. In\u00eas acrescenta que \u201cmesmo no fim de semana, toda a gente vai para casa e eu fico aqui e depois nunca sei quando vou para l\u00e1, \u00e9 muito complicado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquilo que que sentem mais falta \u00e9 semelhante. Vanessa diz sentir mais falta \u201cda minha fam\u00edlia, sem d\u00favida\u201d, para al\u00e9m da fam\u00edlia e amigos, Lu\u00edsa tamb\u00e9m sente falta \u201cdo que Braga me oferecia, na realidade, para al\u00e9m da fam\u00edlia e dos amigos claro, mas isso a\u00ed tu ligas e tal, meio que atenua as saudades, mas sei l\u00e1, se eu queria alguma coisa eu tinha logo perto de mim, aqui n\u00e3o\u201d. In\u00eas confessa que quando voltou a casa no Natal \u201cfoi muito bom comer a comida t\u00edpica da Madeira que eu j\u00e1 tinha imensas saudades\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o para In\u00eas n\u00e3o foi f\u00e1cil. \u201cEu n\u00e3o me sentia muito confort\u00e1vel, porque eu olhava para as pessoas e parecia-me muito estranho, parecia que estava fora da minha zona de conforto, porque n\u00e3o ouvia o meu sotaque e era muito complicado, porque as pessoas falavam comigo e eu ficava meio desconfiada, porque sentia que n\u00e3o estava no meu ambiente\u201d. Agora a vis\u00e3o que tem da cidade mudou completamente. \u201cAcho que ajudou-me muito a crescer como pessoa, porque eu era mesmo muito agarradinha aos meus pais, eu n\u00e3o fazia nada sem eles, n\u00e3o era capaz de ir a um supermercado sem eles e agora aqui fa\u00e7o tudo sozinha e n\u00e3o os tenho sempre em cima de mim, e isso \u00e9 \u00f3timo, porque posso fazer tudo, claro, dentro dos limites, porque n\u00f3s tamb\u00e9m temos de ser respons\u00e1veis, mas gosto muito de estar c\u00e1, gosto das pessoas, gosto do clima em si, acho Portalegre agora muito lindo, porque eu sou uma pessoa que acho tudo lindo e maravilhoso, se eu olhar para uma \u00e1rvore \u00e9 tudo lindo e pronto, agora gosto muito de estar c\u00e1 por causa disso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para Lu\u00edsa esta mudan\u00e7a de ambiente foi mais f\u00e1cil. \u201cPor acaso senti-me logo bem, as pessoas aqui s\u00e3o muito simp\u00e1ticas. Tem os seus altos e baixos, mas estou a gostar. Eu gosto de mudan\u00e7a, por acaso. Mas compreendo que para pessoas que n\u00e3o gostam muito de mudan\u00e7a, ter de vir para t\u00e3o longe seja mais complicado\u201d. Vanessa encontrou conforto em quem estava a passar pela mesma situa\u00e7\u00e3o, \u201cpor acaso foi f\u00e1cil, adaptei-me bem, conheci logo uma colega de casa e como ela tamb\u00e9m \u00e9 de longe, \u00e9 de mais perto do que eu, mas ela tamb\u00e9m me ajudou e compreendeu a diferen\u00e7a, ent\u00e3o passamos as duas pelo mesmo, ent\u00e3o ajudamo-nos uma \u00e0 outra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais perto ou mais longe de casa, uma parte importante da integra\u00e7\u00e3o passa por conhecer pessoas novas. Apesar da situa\u00e7\u00e3o pand\u00e9mica que obriga a uma certa dist\u00e2ncia, Lu\u00edsa diz que fazer amigos \u201cpor acaso foi f\u00e1cil. Eu estava \u00e0 espera que fosse mais dif\u00edcil, como este ano n\u00e3o houve praxe nem nada disso, mas n\u00e3o, por acaso\u201d.<\/p>\n<p>Vanessa tamb\u00e9m se integrou logo bem com os colegas de turma, \u201csim, apesar do v\u00edrus, conseguimos estabelecer liga\u00e7\u00f5es, seja a tomar caf\u00e9s, a falar de onde somos e essas coisinhas assim. Ent\u00e3o conseguimos logo criar alguma liga\u00e7\u00e3o, porque estamos todos no mesmo barco, somos todos de longe (a maior parte) e \u00e9 tudo novo, ent\u00e3o ajudamo-nos uns aos outros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>In\u00eas prefere utilizar o termo \u201cconhecidos\u201d, mas admite que tamb\u00e9m j\u00e1 fez alguns amigos. \u201cacho que os amigos conto pelos dedos, mas tenho muitos conhecidos. Eu cheguei aqui, conheci muita gente, mas depois tu acabas por te identificar mais com umas pessoas e esses acabam por se tornar, sim, os teus amigos e os outros conhecidos. Mas sim, acabei por conhecer muita gente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A cidade come\u00e7ou por ser estranha para estas tr\u00eas universit\u00e1rias, no entanto, agora j\u00e1 se sentem integradas. Com as aulas online tinham a possibilidade de voltar para casa, mas todas optaram por continuar em Portalegre, seja por quest\u00f5es de seguran\u00e7a, liberdade ou independ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor: Lara Pereira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos os anos s\u00e3o milhares os estudantes que se deslocam para longe de casa de modo a ingressarem no ensino superior para continuarem as suas forma\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas. 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