{"id":334,"date":"2017-02-13T17:05:50","date_gmt":"2017-02-13T17:05:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esep.pt\/jconline\/?p=334"},"modified":"2017-02-13T17:05:50","modified_gmt":"2017-02-13T17:05:50","slug":"sem-um-tecto-mas-de-carne-e-osso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/2017\/02\/13\/sem-um-tecto-mas-de-carne-e-osso\/","title":{"rendered":"Sem um tecto, mas de carne e osso"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 numa das caracter\u00edsticas ruas estreitas e ingremes de Portalegre que se encontra, quase sem dar nas vistas, o pequeno port\u00e3o do CASA num \u201cedificado antigo, anterior a 1950\u201d. Depois de se passar o port\u00e3o, um estreito corredor encaminha-nos at\u00e9 ao pequeno jardim onde os utentes do CASA passam algum do seu tempo livre, sentados nos bancos e cadeiras enquanto conversam uns com os outros e fumam o seu cigarro. \u00c9 ao passar-se a porta da casa de paredes brancas que se entra no lar daqueles que um dia perderam o seu.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" style=\"border: 1px solid #CCC; border-width: 1px; margin-bottom: 5px; max-width: 100%;\" src=\"\/\/www.slideshare.net\/slideshow\/embed_code\/key\/244F7zCHORelXc\" width=\"595\" height=\"485\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"> <\/iframe><\/p>\n<p>O centro, gerido pela Associa\u00e7\u00e3o de Desenvolvimento e Regional d\u2019Entre o Tejo e Guadiana (<a href=\"http:\/\/teguaipss.wixsite.com\/tegua\" target=\"_blank\">TEGUA<\/a>), funciona com duas val\u00eancias mas \u201cuma nasceu primeiro que a outra\u201d, como explicou Ant\u00f3nia Chambel, respons\u00e1vel pela institui\u00e7\u00e3o. \u201cPrimeiro a grande necessidade de encontrar aqui este espa\u00e7o de acolhimento\u201d que \u00e9 o Centro de Alojamento Tempor\u00e1rio (CAT) acolhendo neste momento dezanove pessoas. Posteriormente, percebeu-se ser necess\u00e1rio \u201cdar apoio a uma popula\u00e7\u00e3o igualmente flutuante\u201d. Como resposta a essa necessidade surgiu a segunda val\u00eancia que foi designada como Centro de Dia (CD), mas com caracter\u00edsticas diferentes do que \u00e9 habitual ver-se \u201cnas proximidades de um lar de idosos\u201d pois \u00e9 destinado a uma popula\u00e7\u00e3o em idade ativa entre os 30 e os 50 anos. Os utentes do Centro de Dia s\u00e3o pessoas que \u201cpodem ter uma ocupa\u00e7\u00e3o l\u00e1 fora, podem ter trabalhos l\u00e1 fora, podem estar em quartos alugados, podem estar em casa de familiares mas t\u00eam um d\u00e9fice de autonomia para organizar o seu quotidiano\u201d, esclareceu Ant\u00f3nia Chambel. Desta forma, o CD surge como resposta \u00e0s necessidades b\u00e1sicas. Os utentes v\u00e3o tratar da sua higiene pessoal, tomam as refei\u00e7\u00f5es e lavam as suas roupas, actualmente apoiando nove pessoas.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/rfNIJEVzVtw\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Estas pessoas podem chegar at\u00e9 este apoio de v\u00e1rias formas, mas \u201co processo normalmente mais comum \u00e9 que sejam indicados pelo Instituto de Seguran\u00e7a Social\u201d. Em Portalegre, neste momento, \u00e9 comum que se fa\u00e7a atrav\u00e9s da Linha Nacional de Emerg\u00eancia (LNES) que est\u00e1 entregue \u00e0 Cruz Vermelha. \u00c9 uma linha de resposta social imediata e permanente a situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia social, nomeadamente casos de mendicidade e sem-abrigo. O processo inicia-se neste servi\u00e7o social \u201conde as assistentes sociais, numa primeira linha, recebem os pedidos de ajuda, falam com a pessoa e fazem a sinaliza\u00e7\u00e3o\u201d. Posteriormente, se efectivamente se verificar que a pessoa est\u00e1 a \u201cnecessitar de um acolhimento de emerg\u00eancia ou mais prolongado, entram em contacto, neste caso, com o CASA. No entanto, o acolhimento de uma pessoa em condi\u00e7\u00e3o de sem-abrigo, pode ser solicitado a esta IPSS por outros parceiros da comunidade, tais como: o hospital, os bombeiros, o centro de sa\u00fade e a PSP.<\/p>\n<p>Desta forma, o CASA existe para numa primeira inst\u00e2ncia retirar da rua aqueles que perderam o seu tecto, mas para isso \u00e9 necess\u00e1rio que \u201ca pessoa queira vir para o acolhimento, queira aceitar essa ajuda\u201d. Ap\u00f3s o acolhimento \u00e9 feito um diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o e elaborado um plano de desenvolvimento individual mediante as suas possibilidades e aquilo que necessita fazer. Nesta fase do processo \u00e9 necess\u00e1rio ter em conta que \u201cnem todos os utentes trazem a mesma problem\u00e1tica, nem todos os utentes t\u00eam tamb\u00e9m a mesma capacidade de resposta. No entanto, o objetivo final \u00e9 a reabilita\u00e7\u00e3o social de cada pessoa na comunidade.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/mqJFnO4p6I8\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Diferentes motivos, o mesmo destino<\/strong><\/p>\n<p>Um sem-abrigo \u00e9 um ser humano tal como todas as outras pessoas que det\u00e9m direitos e deveres. Mas, tal como explicou Ant\u00f3nia Chambel, \u201c\u00e9 uma pessoa que num determinado momento da sua vida, passou por adversidades grandes\u201d acabando v\u00e1rias vezes por viver na rua.<\/p>\n<p>Estas pessoas acabam muitas vezes \u201cpor perder muito daquilo que s\u00e3o as suas refer\u00eancias sociais, o trabalho a fam\u00edlia, os amigos, acabam por se sentir muito sozinhos\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, podem tamb\u00e9m ser pessoas que: \u201cmesmo tendo casa podem estar a viver em espa\u00e7os que no fundo n\u00e3o s\u00e3o considerados espa\u00e7os habitacionais adequados, s\u00e3o espa\u00e7os improvisados e que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es para que a pessoa possa viver com dignidade\u201d, explica Ant\u00f3nia Chambel.<\/p>\n<p>No CASA habitam tr\u00eas mulheres dos dezanove utentes na val\u00eancia de CAT e cada um deles tem os seus motivos para estarem em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo.<\/p>\n<p>Larissa tem apenas 19 anos e \u00e9 um dos exemplos de que n\u00e3o foi por um erro seu que est\u00e1 nesta situa\u00e7\u00e3o. Esta rapariga vivia em Estremoz com a m\u00e3e, no entanto, devido \u00e0s escolhas da sua progenitora, Larissa resolveu sair de casa e procurar ajuda. Veio de urg\u00eancia de \u00c9vora para o CASA onde deu entrada em Setembro.<\/p>\n<p>\u201cAo princ\u00edpio foi muito dif\u00edcil adaptar-me porque a casa \u00e9 mais de homens\u201d, confessou a jovem ao JC.Online. Agora, cerca de quatro meses depois j\u00e1 conhece v\u00e1rias pessoas e sente-se bem acolhida.<\/p>\n<p>Neste momento, est\u00e1 no centro de forma\u00e7\u00e3o a acabar o 9\u00ba ano. Mas Larissa n\u00e3o se quer ficar por aqui, pois contou-nos que tem \u201co sonho de ser enfermeira\u201d e por isso pretende terminar o 9\u00ba ano, completar o secund\u00e1rio e entrar na faculdade para o curso de enfermagem.<\/p>\n<p>Nuno tem 34 anos, estudou e durante algum tempo trabalhou nas obras e na extinta EP &#8211; Estradas de Portugal, at\u00e9 que o seu pai lhe gastou o ordenado de setecentos euros. Nessa altura \u201cparti-lhe uma televis\u00e3o plasma grande e ent\u00e3o o meu pai meteu-me na rua\u201d, contou.<\/p>\n<p>Esteve cerca de um ano na rua at\u00e9 que foi acolhido no CASA. Recebe uma pens\u00e3o de invalidez e por isso n\u00e3o pode voltar a trabalhar. Para o futuro, espera conseguir reintegrar-se e ter a sua casa, acrescentado que \u201cespero j\u00e1 n\u00e3o depender da minha fam\u00edlia, j\u00e1 que me fizeram isto\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 outros factores externos que podem fazer com que as pessoas percam os seus bens. Em Portugal, um dos grandes problemas foi a crise e consequentemente o desemprego.<\/p>\n<p>\u00c9 o caso de Manuel que com 44 anos j\u00e1 h\u00e1 dois que vive no CASA. Manuel tinha uma fam\u00edlia e um emprego como pintor de constru\u00e7\u00e3o civil. Mas com o desemprego \u201ccome\u00e7aram a haver conflitos\u201d e foi gra\u00e7as aos amigos que \u201ccontactaram com a doutora\u201d que conseguiu um lugar no centro.<\/p>\n<p>\u201cAgora fa\u00e7o \u00e9 muitos trabalhos aqui no centro, mas \u00e9 de carpintaria, restauro m\u00f3veis e pinturas\u201d contou. Neste momento, Manuel n\u00e3o tem contacto com as suas filhas que se afastaram devido aos conflitos que referiu no in\u00edcio da nossa conversa e continua sem arranjar um trabalho fora do centro. Manuel explicou que, para al\u00e9m do \u201cdesemprego ser muito\u201d, tamb\u00e9m \u00e9 muito complicado um sem abrigo arranjar um trabalho, pois \u201ch\u00e1 muito preconceito sobre isso\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, existem tamb\u00e9m casos de pessoas que as suas vidas mudaram devido \u00e0s suas pr\u00f3prias escolhas e por vezes erros de que agora se arrependem.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o \u00e9 exemplo de que as suas escolhas tra\u00e7aram o seu destino at\u00e9 uma casa de acolhimento para sem-abrigo. Com 70 anos, a sua hist\u00f3ria de vida \u00e9 j\u00e1 longa e repleta de altos e baixos, desde a vida profissional ao div\u00f3rcio, deixando duas filhas \u201cna altura que elas mais precisavam\u201d.<\/p>\n<p>Este homem de Almada, soldador de profiss\u00e3o, trabalhou v\u00e1rios anos na Lisnave e por conta da empresa em plataformas de pa\u00edses como \u201cDubai, Israel, Iraque\u201d. Conta que \u201ccom o 25 de abril perdeu o seu trabalho\u201d. Conseguiu novamente trabalho na Setenave mas, pouco tempo depois tudo terminou. Ainda assim, n\u00e3o desistiu e resolveu tirar um curso na \u00e1rea da hotelaria onde trabalhou at\u00e9 2008, em Elvas e Espanha.<\/p>\n<p>Em 2009 regressou \u00e0 sua terra na Margem Sul mas depressa retornou a Elvas. \u201cComo n\u00e3o gosto de fazer peso a ningu\u00e9m e ainda tenho sa\u00fade disse \u00e0 minha irm\u00e3: Eu vou \u00e0 procura de trabalho\u201d contou Jo\u00e3o. No entanto, a procura revelou-se dif\u00edcil pois nesta altura \u201cj\u00e1 metiam mais jovens\u201d como empregados de mesa.<\/p>\n<p>Foi nesta altura que por n\u00e3o ter onde dormir procurou ajuda e foi \u201cl\u00e1 para os sem-abrigo\u201d. No entanto, a sua estadia revelou-se mais curta do que esperava devido a um erro seu. Houve um dia, num s\u00e1bado que foi ajudar um rapaz num trabalho e consumiu bebidas alco\u00f3licas. \u201cEu n\u00e3o posso beber, j\u00e1 h\u00e1 muitos, muitos anos e abusei\u201d, confessou. Jo\u00e3o sabia que as regras de disciplina eram muito rigorosas e nesse s\u00e1bado j\u00e1 n\u00e3o o deixaram entrar. \u201cNa segunda-feira fui \u00e0 doutora C\u00e2ndida de Elvas eu j\u00e1 sabia, pronto: olhe pegue na sua mala e venha c\u00e1 daqui por seis meses\u201d, foi desta forma que acabou por dar entrada no CASA j\u00e1 h\u00e1 sete anos.<\/p>\n<p>Neste momento cumpre todas as regras e arrepende-se de estar afastado das filhas, espera um dia conseguir arranjar coragem para se reencontrar com elas. Enquanto isso, ocupa os seus tempos livres a tratar da horta e a ver filmes mais antigos.<\/p>\n<p><strong>Exclus\u00e3o Social: um problema real<\/strong><\/p>\n<p>Manuel \u00e9 um exemplo concreto de algu\u00e9m que por ser sem-abrigo v\u00ea dificultada a tarefa de arranjar um trabalho para poder reorganizar a sua vida e conseguir sair do centro que o acolhe.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nia Chambel v\u00ea esta problem\u00e1tica como \u201cuma das formas mais brutais e mais violentas da pobreza\u201d e acrescenta que \u201co que falta muita das vezes \u00e9 o afecto, \u00e9 a partilha, \u00e9 a compreens\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Muitas das pessoas com falta de autonomia para cuidarem de si sentem-se sozinhas e por vezes a comunidade que os devia acolher \u201cn\u00e3o abre a porta, \u00e0s vezes fecha a porta\u201d.<\/p>\n<p>Provavelmente n\u00e3o seria necess\u00e1rio a val\u00eancia de centro de dia para esta popula\u00e7\u00e3o sem abrigo \u201cse n\u00e3o tiv\u00e9ssemos esta rejei\u00e7\u00e3o\u201d por parte da sociedade. Para colmatar esta incapacidade da comunidade existem v\u00e1rias associa\u00e7\u00f5es para al\u00e9m da T\u00c9GUA como os programas da C\u00e1ritas, a Cruz Vermelha, os bombeiros volunt\u00e1rios. Nestas associa\u00e7\u00f5es \u201conde as pessoas podem participar e onde podem ir para fazer um bordado, para ler um livro, para fazer teatro\u201d entre outras atividades.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/88oevEJLZxw\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>Dificuldades do presente com fim \u00e0 vista<\/strong><\/p>\n<p>O CASA tem v\u00e1rios programas de solidariedade e um acordo de financiamento com o Instituto de Seguran\u00e7a Social, sem o qual seria imposs\u00edvel manter o centro aberto, pois as pessoas que apoia \u201c\u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o pode custear aquilo que s\u00e3o as despesas reais ao longo do m\u00eas\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, apesar dos apoios recebidos, estes s\u00e3o insuficientes para governar uma casa com as caracter\u00edsticas do CASA e por isso \u00e9 necess\u00e1rio fazer uma \u201cgest\u00e3o apertada e uma gest\u00e3o sempre balanceada entre aquilo que s\u00e3o as necessidades b\u00e1sicas e aquilo que \u00e9 o pode dar resposta no momento\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, existe tamb\u00e9m um problema relacionado com o espa\u00e7o em que est\u00e1 sediado o centro, pois come\u00e7a a acusar desgaste e tem algumas barreiras arquitect\u00f3nicas, tanto nas acessibilidades como \u201cao n\u00edvel do espa\u00e7o dispon\u00edvel para o conv\u00edvio, para as oficinas de terapia e at\u00e9 mesmo para acolher mais utentes\u201d. Por isso mesmo, o CASA j\u00e1 est\u00e1 a trabalhar para que consiga vir a dar mais condi\u00e7\u00f5es aos seus utentes.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" style=\"border: 1px solid #CCC; border-width: 1px; margin-bottom: 5px; max-width: 100%;\" src=\"\/\/www.slideshare.net\/slideshow\/embed_code\/key\/6mWFgVNuj2kN8H\" width=\"595\" height=\"485\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"> <\/iframe><\/p>\n<p>\u00c9 por uma procura de melhores condi\u00e7\u00f5es para os utentes que se est\u00e1 a preparar uma candidatura ao Portugal 2020.<\/p>\n<p>O processo come\u00e7ou com a parceria entre a IPSS, a C\u00e2mara Municipal de Portalegre e o Instituto de Seguran\u00e7a Social, h\u00e1 cerca de ano e meio. Esta uni\u00e3o foi criada para em conjunto ser encontrado um novo espa\u00e7o para o CASA, na Quinta Formosa, a qual ir\u00e1 sofrer obras de reabilita\u00e7\u00e3o e passar a dispor de um \u201cmaior n\u00famero de camas, instala\u00e7\u00f5es adequadas, sem barreiras arquitect\u00f3nicas, com mais espa\u00e7o, com oficinas de express\u00e3o\u00a0 e com oficinas de terapia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEstamos convictos de que vamos ter essa ajuda por parte do Estado e tamb\u00e9m da comunidade para a transfer\u00eancias destas instala\u00e7\u00f5es\u201d, confidenciou Ant\u00f3nia Chambel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Autor: In\u00eas Costa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao caminhar pelas ruas de Portalegre o mais prov\u00e1vel \u00e9 nunca ter encontrado algu\u00e9m em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo. Mas desengane-se quem pensa que na cidade n\u00e3o existem cidad\u00e3os que passam por dificuldades ou que, pelos mais variados motivos, est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo. A resposta a esta quest\u00e3o est\u00e1 na exist\u00eancia do Centro de Acolhimento para os Sem Abrigo (CASA), que alberga atualmente 19 pessoas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":335,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[17],"tags":[97,143,82,144],"class_list":["post-334","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade","tag-autor-ines-costa","tag-casa","tag-portalegre","tag-sem-abrigo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Sem-um-tecto-mas-de-carne-e-osso.jpg","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p81ada-5o","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=334"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":336,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/334\/revisions\/336"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=334"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=334"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=334"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}