{"id":5072,"date":"2022-05-17T11:36:39","date_gmt":"2022-05-17T11:36:39","guid":{"rendered":"http:\/\/jconline.esep.pt\/?p=5072"},"modified":"2022-05-17T11:43:26","modified_gmt":"2022-05-17T11:43:26","slug":"a-fotografia-tem-a-vantagem-de-permitir-uma-leitura-muito-rapida-e-muitas-vezes-inquestionavel-do-que-aconteceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/2022\/05\/17\/a-fotografia-tem-a-vantagem-de-permitir-uma-leitura-muito-rapida-e-muitas-vezes-inquestionavel-do-que-aconteceu\/","title":{"rendered":"\u201cA fotografia tem a vantagem de permitir uma leitura muito r\u00e1pida e muitas vezes inquestion\u00e1vel do que aconteceu\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>Ap\u00f3s o seu workshop em fotojornalismo, o rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico V\u00edtor Mota concedeu-nos uma entrevista onde aborda a sua forma\u00e7\u00e3o como jornalista e de onde surgiu este interesse pelas m\u00e1quinas de capta\u00e7\u00e3o de imagem. Entre os t\u00f3picos, fal\u00e1mos da sua profiss\u00e3o, desde as suas condicionantes at\u00e9 aos conselhos para quem quiser seguir uma carreira nesta \u00e1rea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que a fotografia chegou \u00e0 sua vida?<\/strong><\/p>\n<p>Comecei muito novo, como uma daquelas m\u00e1quinas de pl\u00e1stico, devia ter 10 anos, uma m\u00e1quina que apareceu l\u00e1 em casa, meti-lhe um rolo e comecei a fazer fotografias de desportos motorizados aqui pela Baja. Depois mantive sempre o interesse at\u00e9 que houve uma altura em que adquiri uma m\u00e1quina, comecei a fotografar em todas as oportunidades, tudo o que via fotografava. Assim, fui ganhando experi\u00eancia at\u00e9 que vim fazer o curso aqui, numa perspetiva que tinha, de que para ser fotojornalista tinha de ser bom jornalista, tinha de ter conhecimentos te\u00f3ricos de jornalismo, de fotografia j\u00e1 tinha alguma pr\u00e1tica. O curso de fotojornalismo n\u00e3o havia em lado nenhum do pa\u00eds, dedicado exclusivamente \u00e0 profiss\u00e3o, tinha de fotografia, mas de fotojornalismo n\u00e3o. Fui fazer o est\u00e1gio curricular de jornalismo e fiquei.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como foi a sua passagem pela ESECS?<\/strong><\/p>\n<p>Foram anos muito agrad\u00e1veis, acima de tudo foi a possibilidade de aprender sobre jornalismo, de uma coisa que tinha, e todos n\u00f3s temos, ideias, vindas de um lado rom\u00e2ntico que nos \u00e9 trazido pela televis\u00e3o, pelas s\u00e9ries, pelo cinema, mas depois estudar a forma de como tudo acontece, a forma de como se constr\u00f3i, como se passa do acontecimento do papel, do texto da imagem. Foi aqui que tanto da parte da \u00e9tica e da deontologia o que me marcou mais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>No cinema, vemos muito retratado o fotojornalista her\u00f3i, ou seja, fotojornalistas e jornalistas que s\u00e3o de facto super-her\u00f3is, mas sabemos que na realidade n\u00e3o \u00e9 assim, certo?<\/strong><\/p>\n<p>Vemos muito no cinema, por exemplo, o her\u00f3i que est\u00e1 sempre l\u00e1, o tal lado rom\u00e2ntico, algu\u00e9m que defende os fracos dos poderosos, algu\u00e9m que d\u00e1 voz a quem n\u00e3o tem voz, \u00e9 um bocadinho a miss\u00e3o dos jornalistas. Atualmente, n\u00e3o acredito que nos vejam como her\u00f3is, h\u00e1 um certo perder de refer\u00eancias dos jornalistas como elemento de anti poder, de defensor de valores dos oprimidos, talvez este surgimento nas redes sociais, de estarmos sobre constante escrut\u00ednio, qualquer erro \u00e9 amplificado e transformado num processo de inten\u00e7\u00f5es. Um erro que acontece, numa profiss\u00e3o que trabalha na base do improviso, estamos mais sujeitos ao erro, e esse erro \u00e9 confundido com inten\u00e7\u00e3o de errar para atingir objetivos obscuros, o que \u00e9 f\u00e1cil de catalogar como jornalixo. O que leva a uma descredibiliza\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como chegou \u00e0 Cofina?<\/strong><\/p>\n<p>No est\u00e1gio curricular, sa\u00ed aqui da escola para estagiar e acabei por ficar, trabalhei seis anos como colaborador, depois desses anos passei a integrar os quadros da empresa, j\u00e1 l\u00e1 estou h\u00e1 19 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E tem hor\u00e1rios fixos?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s temos o hor\u00e1rio que s\u00e3o nos dados por agenda, ou seja, n\u00e3o \u00e9 um hor\u00e1rio fixo, n\u00e3o tenho hora de entrada nem de sa\u00edda. Apesar disso, tenho a minha hora do primeiro servi\u00e7o, por exemplo, tenho um debate parlamentar \u00e0s 10h, se n\u00e3o tiver nada antes \u00e9 essa a hora de entrada, se for \u00e0s 16h \u00e9 a essa hora. Na l\u00f3gica que cumprir um hor\u00e1rio virtual das 19h.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>No seu workshop falou v\u00e1rias vezes em prepara\u00e7\u00e3o, de como o estar preparado \u00e9 importante, no caso em que falou tinha gente \u00e0 frente, mas de repente abriu-se uma janela de oportunidade e conseguiu tirar a foto, sente que \u00e0s vezes n\u00e3o podemos estar preparados para tudo, seja de acontecimentos ou at\u00e9 de ver algo mais violento?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que isso se ganha com o tempo, com a \u201ctarimba\u201d, a experi\u00eancia, que nos ajuda a lidar com isso, no meu caso, sinto que acima de tudo vivemos isso mais tarde. No momento, nosso foco e o fotografar e o trazer a imagem que muitas vezes n\u00e3o existe essa perce\u00e7\u00e3o de ser demasiado forte, a n\u00e3o ser que sejam demasiado fortes, como bombas a rebentar, trememos um bocadinho. Em outros casos s\u00f3 na edi\u00e7\u00e3o \u00e9 que sentimos o peso das mesmas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Algum conselho para quem quer ser jornalista e consequentemente fotojornalista?<\/strong><\/p>\n<p>Proatividade, n\u00e3o se acomodar, repara, se te disserem que n\u00e3o podes ir para um lado tu tentas ir para o outro, tem que haver uma solu\u00e7\u00e3o. Dizem-te que n\u00e3o, e tu ficas sentado \u00e0 espera, isso n\u00e3o pode acontecer. Tem que haver outra, tens que dar a volta, contornar e tentar perceber se aquele n\u00e3o \u00e9 um n\u00e3o definitivo ou se \u00e9 um n\u00e3o que pode ser um talvez, e de seguida transformar um talvez em mais qualquer coisa, para trazermos o trabalho. Mas acima de tudo, novamente, proatividade. De resto, curiosidade, ver not\u00edcias, \u00e9 muito mau ver malta que acaba os cursos e n\u00e3o l\u00ea jornais que n\u00e3o sabem a manchete do jornal do dia. Ter vontade de querer saber, de conhecer o mundo, querer fazer parte da hist\u00f3ria, porque h\u00e1 uma coisa que nos define, algu\u00e9m dizia \u201co jornalismo \u00e9 o primeiro rascunho da hist\u00f3ria\u201d. Mais nenhuma profiss\u00e3o te d\u00e1 isto, com todo os problemas pessoais e familiares que isto traz, que exige uma presen\u00e7a e uma disponibilidade que poucas profiss\u00f5es exigem, dando t\u00e3o pouco porque isso d\u00e1 muito pouco, n\u00e3o h\u00e1 jornalistas ricos, h\u00e1 gestores de jornalistas ricos, mas jornalistas, n\u00e3o h\u00e1 ricos. Apesar disso, nenhuma te d\u00e1 esta oportunidade, de viver a hist\u00f3ria em direto, acontecimentos que podem estar nos livros de hist\u00f3ria, n\u00e3o s\u00e3o todos, mas \u00e0s vezes acontece. Por exemplo, a cat\u00e1strofe da Madeira foi transformada em livros e marcou a hist\u00f3ria da madeira, e estive l\u00e1, durante aqueles momentos, na vida daquelas pessoas e passados 12 anos, e em diante, o acontecimento poder\u00e1 vir nos livros de hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pegando nessa cita\u00e7\u00e3o, \u201co jornalismo \u00e9 o primeiro rascunho da hist\u00f3ria\u201d, que peso \u00e9 que tem a fotografia nesse contar de hist\u00f3rias?<\/strong><\/p>\n<p>A fotografia tem a vantagem de permitir uma leitura muito r\u00e1pida e muitas vezes inquestion\u00e1vel do que aconteceu, se no texto n\u00f3s podemos identificar por vezes alguma subjetividade do autor, todos n\u00f3s somos influenciados, incluindo os rep\u00f3rteres fotogr\u00e1ficos. A fotografia, tem uma aura, tamb\u00e9m subjetiva, n\u00f3s \u00e9 que decidimos o que enquadrar, as defini\u00e7\u00f5es da m\u00e1quina, que podem dar uma carga mais ou menos dram\u00e1tica, a escolha das objetivas, que podem condensar ou n\u00e3o, transformar uma multid\u00e3o de pessoas num grupo de pessoas e vice-versa. Tudo isso tem carga subjetiva, mas permite acima de tudo, dar uma prova irrefut\u00e1vel de que aquilo aconteceu naquele dia \u00e0quela hora. Por exemplo os discursos emblem\u00e1ticos do Martin Luther King, todos sabem que teve milhares de pessoas, mas o que nos vem \u00e0 cabe\u00e7a \u00e9 aquela imagem do mesmo com os microfones \u00e0 frente a discursar. S\u00e3o fotografias, \u00e9 que vamos ter, fragmentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual ser\u00e1 a diferen\u00e7a entre uma m\u00e1quina fotogr\u00e1fica e uma c\u00e2mara de telem\u00f3vel?<\/strong><\/p>\n<p>Objetivamente s\u00e3o dois aparelhos que permitem captar imagens. Tecnicamente s\u00e3o coisas t\u00e3o diferentes, que um n\u00e3o substitui o trabalho do outro, na medida em que o telem\u00f3vel estaria para a fotografia como um livro de rascunhos e a m\u00e1quina fotogr\u00e1fica como um caderno de folhas de papel de primeira gama onde permite escrever a tinta da china como uma caligrafia sublime, esta saiu-me bem. O telem\u00f3vel tem uma intelig\u00eancia artificial que at\u00e9 pode adulterar a cena, aquilo que vemos n\u00e3o \u00e9 real. J\u00e1 a m\u00e1quina, como permite tanta afina\u00e7\u00e3o, permite que cheguemos a essa imagem mais pr\u00f3xima da realidade, mais ver\u00eddica e com mais qualidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sente que as pessoas se esqueceram das m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas, por terem um aparelho no bolso que \u00e9 s\u00f3 tirar e j\u00e1 est\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>Sem d\u00favida, a democratiza\u00e7\u00e3o da fotografia foi com o telem\u00f3vel, de uma maneira que j\u00e1 n\u00e3o pensamos, tiramos do bolso e fazemos uma foto da coisa mais mundana que possa existir, nem que seja como auxiliar de mem\u00f3ria dos pre\u00e7os do supermercado, ou o contacto de algu\u00e9m. Portanto a democratiza\u00e7\u00e3o vem por aqui, n\u00e3o quer dizer esteja ligado ao fator qualidade, nem se \u00e9 bom ou mau. \u00c9 um acesso a toda a gente, o que \u00e9 bom, se todos t\u00eam acesso quer dizer que h\u00e1 mais fotografias, mas \u00e9 feito com menos cuidado, \u00e9 t\u00e3o banal que j\u00e1 n\u00e3o se pensa. As m\u00e1quinas ainda d\u00e3o essa carga de responsabilidade de ter que refletir sobre o que se est\u00e1 a fazer. Difere tamb\u00e9m do utilizador, a maneira de como uso o telem\u00f3vel \u00e9 completamente diferente da maneira de um cidad\u00e3o comum sem conhecimentos de fotografia ou o jornalismo usa, eu com um telem\u00f3vel na m\u00e3o serei sempre um fotojornalista, mas o contr\u00e1rio n\u00e3o, porque falta bagagem te\u00f3rica, \u00e9tica, deontol\u00f3gica daquilo que vais fazer com as imagens quando as captas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por falar nesse assunto, o qu\u00e3o importante \u00e9 a \u00e9tica e a deontologia na divulga\u00e7\u00e3o da imagem?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 tudo, \u00e9 o que difere o jornalista dos cidad\u00e3os, aquilo que nos difere \u00e9 a carga \u00e9tica, deontol\u00f3gica e sobretudo ter a consci\u00eancia de quando estamos a fazer o trabalho, e a public\u00e1-lo, \u00e9 uma responsabilidade. Acima de tudo se n\u00e3o o cumprirmos sabemos que n\u00e3o o estamos a cumprir, \u00e9 o mais importante. O mais perigoso \u00e9 um cidad\u00e3o com uma m\u00e1quina nas m\u00e3os, n\u00e3o tem o conhecimento para saber o que est\u00e1 a fazer de mal. Um jornalista tem essa consci\u00eancia, determinadas a\u00e7\u00f5es podem ser question\u00e1veis a n\u00edvel \u00e9tico e deontol\u00f3gico, ao fazer alguma coisa, sabe que pode estar a passar um limite e mesmo assim faz\u00ea-lo. O que \u00e9 diferente de um cidad\u00e3o, v\u00ea um corpo no ch\u00e3o, agarra no telem\u00f3vel e faz uma foto que j\u00e1 l\u00e1 vai, at\u00e9 mesmo publicar, sem saber o que est\u00e1 a fazer. Um rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico quando v\u00ea esse corpo espera que venha algu\u00e9m cobrir com um len\u00e7ol para captar o momento, porque tem o dever de perceber se \u00e9 not\u00edcia, como um acidente por em causa a seguran\u00e7a rodovi\u00e1ria, e abordar o tema. Com isto, tentar resguardar a dignidade da pessoa, da fam\u00edlia, que pode ainda nem saber do sucedido. Um len\u00e7ol branco \u00e9 sempre um len\u00e7ol branco, mas no ch\u00e3o, com a pol\u00edcia ao lado, e as fitas de frente j\u00e1 \u00e9 uma v\u00edtima mortal, mas n\u00e3o mostraste a v\u00edtima, continua a ser chocante, mas n\u00e3o exploraste de forma exagerada a imagem da pessoa, \u00e9 um exemplo exagerado, para passar ideia. Felizmente n\u00e3o temos situa\u00e7\u00f5es destas todos os dias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por fim agradecer-lhe por ter falado connosco e o que sentiu ao voltar \u00e0s jornadas?<\/strong><\/p>\n<p>Voltar \u00e0s jornadas \u00e9 muito bom, principalmente por perceber que continuam a trabalhar e a fazer. \u00c9 um momento \u00fanico em que os alunos podem e devem aproveitar, n\u00e3o s\u00f3 pela experi\u00eancia que ganham desde quem est\u00e1 na organiza\u00e7\u00e3o ou de quem pode assistir. Em Portugal estamos no interior, e n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o f\u00e1cil trazer aqui pessoas para vir falar e para voc\u00eas terem o conhecimento e perceber a experi\u00eancia de quem est\u00e1 no terreno. Acho \u00f3timo, e fa\u00e7o votos que continue por muitos anos e no que precisarem da minha ajuda, estejam \u00e0 vontade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Autores: Mariana Pinho e Tiago Neves<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o seu workshop em fotojornalismo, o rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico V\u00edtor Mota concedeu-nos uma entrevista onde aborda a sua forma\u00e7\u00e3o como jornalista e de onde surgiu este interesse pelas m\u00e1quinas de capta\u00e7\u00e3o de imagem. Entre os t\u00f3picos, fal\u00e1mos da sua profiss\u00e3o, desde as suas condicionantes at\u00e9 aos conselhos para quem quiser seguir uma carreira nesta \u00e1rea.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5073,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[151,1004],"tags":[1017,1018,423,177,1019],"class_list":["post-5072","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dossies","category-xxvi-jornadas-da-comunicacao","tag-autor-mariana-pinho","tag-autortiagoneves","tag-entrevista","tag-fotojornalismo","tag-vitor-mota"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/A-fotografia-tem-a-vantagem-de-permitir-uma-leitura-muito-rapida-e-muitas-vezes-inquestionavel-do-que-aconteceu.jpg","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p81ada-1jO","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5072"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5072\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5076,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5072\/revisions\/5076"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5073"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}