{"id":5780,"date":"2025-07-01T16:35:00","date_gmt":"2025-07-01T16:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/jconline.esep.pt\/?p=5780"},"modified":"2025-06-27T11:19:40","modified_gmt":"2025-06-27T11:19:40","slug":"de-les-a-les-para-contar-as-noticias-do-alentejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/2025\/07\/01\/de-les-a-les-para-contar-as-noticias-do-alentejo\/","title":{"rendered":"De l\u00e9s a l\u00e9s para contar as not\u00edcias do Alentejo"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hugo Alc\u00e2ntara come\u00e7ou a trabalhar na SIC em 2003, uma grande oportunidade e sonho que n\u00e3o acreditava ser poss\u00edvel de acontecer. Inicialmente, o trabalho realizado era mais restrito, mas com o passar do tempo evoluiu. O foco, no entanto, mant\u00e9m-se. Olhar para o interior do pa\u00eds sem, no entanto, grandes amarras porque a atualidade assim o exige. O trabalho do correspondente da SIC em Portalegre, n\u00e3o se restringe apenas \u00e0 cidade e ao distrito. \u201c\u00c9 uma \u00e1rea de cobertura muito grande. S\u00e3o tr\u00eas distritos nativos, Portalegre, Castelo Branco, grande parte do distrito de Santar\u00e9m, uma dobra dos distritos de \u00c9vora e Beja e grande parte de Espanha porque a necessidade assim o dita\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A falta de meios e recursos humanos no jornalismo, em especial no jornalismo realizado em ambientes locais, tem contribu\u00eddo para o aumento das \u00e1reas de cobertura das delega\u00e7\u00f5es locais. Segundo um estudo realizado pela Entidade Reguladora para a Comunica\u00e7\u00e3o Social (ERC), 22,9% das empresas de comunica\u00e7\u00e3o local e regional t\u00eam entre tr\u00eas e cinco jornalistas e 49,1% t\u00eam apenas at\u00e9 tr\u00eas jornalistas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diante deste cen\u00e1rio, qual ser\u00e1 a import\u00e2ncia das delega\u00e7\u00f5es regionais e o papel dos seus correspondentes locais?<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cN\u00f3s n\u00e3o podemos medir o impacto, nem podemos sequer querer medi-lo.\u201d<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DITCf-45avs?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-PT&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No jornalismo n\u00e3o h\u00e1 rotinas e para Hugo Alc\u00e2ntara \u00e9 justamente isso que o atrai na profiss\u00e3o. Jornalista desde os dezasseis anos, o correspondente da SIC refere que o mais importante \u00e9 estar atualizado, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea onde se insere. \u201cN\u00e3o \u00e9 suposto acontecer nada nesta zona que eu n\u00e3o saiba. Se isso acontecer estou a fazer um mau trabalho. Porque acontecendo alguma coisa eu devo saber para avaliar se \u00e9 not\u00edcia, se n\u00e3o \u00e9 not\u00edcia. Nenhum dos meus editores dever\u00e1 perguntar-me alguma coisa e eu n\u00e3o saber. Isso deve ser a minha rotina\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A reda\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por uma equipa e meia, ap\u00f3s a sa\u00edda do outro jornalista que a integrava. O telefone est\u00e1 sempre ali, prestes a tocar e a colocar Hugo Alc\u00e2ntara fora da sua zona de conforto e, muitas vezes, com v\u00e1rios quil\u00f3metros a percorrer. No entanto, desdramatiza as dificuldades e a press\u00e3o sentidas. \u201cS\u00e3o os desafios que enfrentamos todos. N\u00f3s n\u00e3o enfrentamos, nem mais, nem menos. N\u00f3s temos de cumprir, temos de correr, temos de fazer e n\u00e3o vale a pena queixarmo-nos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A \u00e1rea a noticiar \u00e9 muito grande e, por isso, nem sempre o foco est\u00e1 na cidade de Portalegre ou na sua regi\u00e3o. O correspondente da SIC j\u00e1 n\u00e3o se lembra da \u00faltima vez que deu uma not\u00edcia sobre Portalegre, mas destaca trabalhos realizados anteriormente. \u201cJ\u00e1 fiz reportagens especiais sobre Portalegre. Est\u00e3o ali quatro discos r\u00edgidos escondidos com nove mil reportagens. Daquelas nove mil reportagens, encontraremos, provavelmente, umas duzentas sobre Portalegre e algumas delas com mais de dez minutos.\u201d, sublinha o jornalista cujo impacto das not\u00edcias nas popula\u00e7\u00f5es diz ser imposs\u00edvel de medir. \u201cN\u00e3o podemos estar a trabalhar para saber se isto tem um impacto negativo ou positivo, no final n\u00f3s temos de dar a not\u00edcia, seja ela boa ou m\u00e1\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com um estudo realizado pelos autores Pedro Jer\u00f3nimo, Giovanni Ramos e Lu\u00edsa Torre, presente no texto &#8220;Desertos de Not\u00edcias Europa 2022: Relat\u00f3rio de Portugal&#8221;, trezentos e oito dos cento e sessenta e seis concelhos de Portugal s\u00e3o ou est\u00e3o em risco de tornarem-se desertos de not\u00edcia. No caso de Portalegre, 60% dos concelhos est\u00e3o em algum tipo de deserto de not\u00edcias, sendo que 53,3% n\u00e3o contam com nenhum meio de comunica\u00e7\u00e3o social e 26,7% est\u00e3o amea\u00e7ados. Confrontado com estes dados, Hugo Alc\u00e2ntara n\u00e3o v\u00ea a desertifica\u00e7\u00e3o e o despovoamento como problemas, mas sim como oportunidades. \u201cH\u00e1 muitas boas not\u00edcias, bel\u00edssimas e inspiradoras hist\u00f3rias, onde h\u00e1 menos gente. Onde houver uma pessoa, h\u00e1 uma hist\u00f3ria para contar. N\u00e3o podemos \u00e9 deixar sair de l\u00e1 essa pessoa porque se a essa pessoa se juntar outra, h\u00e1 duas hist\u00f3rias para contar. E o jornalismo \u00e9 uma muito e inspiradora forma de ajudarmos a que n\u00e3o haja desertos de coisa nenhuma\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Questionado ainda sobre o estado do jornalismo atualmente, o jornalista destaca o seu potencial democr\u00e1tico e de liberdade. \u201cO estado do jornalismo em Portugal \u00e9 diretamente proporcional ao estado do pa\u00eds e ao estado de outras coisas. Faz-se o que se pode, da maneira que se pode. Eu gosto muito de jornalismo, adoro ser jornalista. Ainda acredito que \u00e9 poss\u00edvel fazer um jornalismo rom\u00e2ntico, com regras e como deve ser\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cCabe-nos a n\u00f3s ir \u00e0 procura de hist\u00f3rias e tentar contar hist\u00f3rias.\u201d<\/b><\/p>\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Vozes do Interior - A Realidade dos Correspondentes Locais - Parte 1\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/5d2zanAnCE56qUtQH1NNyJ?si=YXyLMBYQSk6r3zHcqKqo7A&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Teresa Marques, correspondente da RTP \u00c9vora, o estado do jornalismo tamb\u00e9m a preocupa. \u201c\u00c9 muito preocupante. Preocupante pela desinforma\u00e7\u00e3o porque atualmente as novas gera\u00e7\u00f5es veem poucas not\u00edcias, e acreditam muito no que veem e leem na <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">internet <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">e o que leem muitas vezes s\u00e3o not\u00edcias falsas e isso preocupa-me muito.\u201d, assinala a jornalista que refere, ainda, mais outra das suas preocupa\u00e7\u00f5es: \u201cPreocupa-me tamb\u00e9m os \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social que empolgam muito situa\u00e7\u00f5es pouco relevantes para a opini\u00e3o p\u00fablica, em geral. Exploram muito a situa\u00e7\u00e3o do crime, de um acidente de via\u00e7\u00e3o que \u00e0s vezes n\u00e3o tem grande express\u00e3o, que \u00e9 contado \u00e0 exaust\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o seja not\u00edcia, n\u00e3o precisa \u00e9 de ser contado at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o, em tempos infinitos de antena, a n\u00e3o dizer nada\u201d.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 vinte e um anos ao servi\u00e7o do canal p\u00fablico de televis\u00e3o, a jornalista refere o papel importante das delega\u00e7\u00f5es no combate aos desertos de not\u00edcias. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Cabe-nos a n\u00f3s ir \u00e0 procura de hist\u00f3rias e tentar cont\u00e1-las. E mesmo que elas n\u00e3o nos cheguem, \u00e0s vezes numa conversa de amigos em que nos contam qualquer coisa e n\u00f3s pensamos que esse assunto podia ser uma boa reportagem, somos n\u00f3s que depois vamos \u00e0 procura dela. Acho que n\u00f3s temos um papel importante nesse combate.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de tentar combater a desertifica\u00e7\u00e3o, especialmente vis\u00edvel nas zonas do interior, dando visibilidade ao m\u00e1ximo de regi\u00f5es poss\u00edveis no Alentejo, Teresa Marques refere que a responsabilidade sobre a visibilidade de uma regi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas dos jornalistas. \u201cN\u00f3s n\u00e3o conseguimos fazer isso de igual modo, por muito que tentemos. Tentamos, era nosso desejo, mas primeiro n\u00f3s somos poucos e depois h\u00e1 lugares que produzem mais informa\u00e7\u00e3o do que outros. Se h\u00e1 lugares que produzem mais informa\u00e7\u00e3o, inevitavelmente s\u00e3o esses onde vamos mais.\u201d, afirma a correspondente local que aponta a desertifica\u00e7\u00e3o como umas das causas para o problema: \u201cInfelizmente esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 um bocado inevit\u00e1vel. Se h\u00e1 despovoamento, se n\u00e3o h\u00e1 pessoas, n\u00e3o h\u00e1 not\u00edcias. E se as regi\u00f5es est\u00e3o cada vez menos povoadas, \u00e9 dif\u00edcil que o montado s\u00f3 por si, com animais e \u00e1rvores, produza informa\u00e7\u00e3o. Onde n\u00e3o h\u00e1 pessoas, \u00e9 mais dif\u00edcil haver not\u00edcias\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com uma \u00e1rea de cobertura que se estende pelos distritos do alto, baixo e interior alentejano, a jornalista enuncia as dificuldades sentidas pela delega\u00e7\u00e3o: \u201cA delega\u00e7\u00e3o tem falta de meios, porque a regi\u00e3o \u00e9 muito grande e porque somos s\u00f3 dois jornalistas, sendo que um deles faz principalmente cobertura de r\u00e1dio\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Falar sobre a RTP, \u00e9 sin\u00f3nimo de falar em servi\u00e7o p\u00fablico. Questionada sobre as diferen\u00e7as existentes entre o canal p\u00fablico e os canais privados, Teresa Marques afirma a exist\u00eancia de abordagens distintas na sele\u00e7\u00e3o de not\u00edcias. \u201cO nosso crit\u00e9rio, \u00e0s vezes, tem mais a ver com o interesse nacional, enquanto os outros se depreendem mais com o crime, com a viol\u00eancia e a RTP nem sempre segue esse caminho\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>\u201cAs pessoas aqui no Alentejo s\u00e3o um pouco mais retra\u00eddas, quando s\u00e3o assuntos mais complicados.\u201d<\/b><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Vozes do Interior - A Realidade dos Correspondentes Locais - Parte 2-e2th8ev\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/0q756Bijs7Wf6hmrkOBqNV?si=9d7H-5V6TxKF-ZQEg3eFjw&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As dificuldades sentidas por Jos\u00e9 Lameiras, \u00e0 semelhan\u00e7a dos seus colegas de profiss\u00e3o, passa tamb\u00e9m pela grande \u00e1rea geogr\u00e1fica que tem de noticiar. \u201cS\u00e3o tr\u00eas distritos grandes, em termos de \u00e1rea. \u00c9 certo que h\u00e1 dias em que o trabalho \u00e9 muito, h\u00e1 outros em que nem por isso. Nunca \u00e9 demais gente, porque com mais recursos conseguia-se fazer mais coisas\u201d, afirma o jornalista que para al\u00e9m do elevado n\u00famero de quil\u00f3metros que tem de fazer, menciona tamb\u00e9m a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o, como uma dificuldade ao seu trabalho. \u201cH\u00e1 assuntos mais dif\u00edceis do que outros, assuntos mais agrad\u00e1veis de noticiar s\u00e3o sempre mais f\u00e1ceis. Se for uma situa\u00e7\u00e3o mais complicada que envolve, por vezes, crimes, \u00e9 mais dif\u00edcil que as pessoas queiram falar\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O jornalista que trabalha na R\u00e1dio Despertar, localizada em Estremoz, acumula fun\u00e7\u00f5es de correspondente local, produzindo tamb\u00e9m para a CMTV [Nota de reda\u00e7\u00e3o: atualmente \u00e9 jornalista da SIC no Alentejo]. Uma concilia\u00e7\u00e3o entre dois trabalhos que passam pelos distritos de \u00c9vora, Portalegre e Beja e que nem sempre \u00e9 f\u00e1cil. \u201cH\u00e1 dias com mais dificuldade, outros dias com menos dificuldade. Outros dias mais calmos, outros dias mais intensos. Muitos dias chegam a ter vinte horas, porque se o trabalho na CMTV for muito, depois h\u00e1 tudo para fazer e preparar na r\u00e1dio, no dia seguinte. At\u00e9 agora consegui e j\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o seis anos, mas n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar dos desafios profissionais, Jos\u00e9 Lameiras acredita num futuro onde o jornalismo e as redes sociais possam existir simultaneamente. \u201cH\u00e1 muitos jornalistas de Facebook e isso n\u00e3o \u00e9 bom. Mas as pessoas j\u00e1 come\u00e7am a perceber as coisas. N\u00e3o quer dizer que n\u00e3o vejam nas redes sociais uma not\u00edcia, mas depois quando querem saber mais, sabem onde \u00e9 que v\u00e3o.\u201d, enaltece o jornalista que v\u00ea tamb\u00e9m a profiss\u00e3o a adquirir uma maior credibilidade. \u201cO jornalismo tende a ser mais credibilizado, mas isso tamb\u00e9m depende dos jornalistas, que t\u00eam de fazer um trabalho s\u00e9rio, cada vez mais se apoiando em boas fontes e que tragam a informa\u00e7\u00e3o correta e mais alguma coisa porque o leitor, o espetador ou o ouvinte, querem sempre saber mais e as pessoas n\u00e3o se cansam de ser informadas\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>Perspetivas para o futuro<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O futuro das delega\u00e7\u00f5es e dos correspondentes locais \u00e9 desafiante. S\u00e3o v\u00e1rias as barreiras que estes profissionais enfrentam diariamente no terreno, cada vez maior em \u00e1rea e escasso em recursos., especialmente o recurso humano. Um cen\u00e1rio que faz, n\u00e3o s\u00f3 parte do jornalismo local, mas do jornalismo na totalidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Perante os desafios existentes na profiss\u00e3o, os jornalistas entrevistados deixaram algumas mensagens para os estudantes de jornalismo e futuros profissionais da \u00e1rea. Para Hugo Alc\u00e2ntara, o conselho \u00e9 este: \u201cN\u00e3o desaproveitem, nem um segundo, tudo aquilo que aprenderam na escola. Foi o maior privil\u00e9gio que tiveram. E quando forem estagiar, n\u00e3o desaproveitem nem um milissegundo, todas as oportunidades que tiverem para aplicarem aquilo que aprenderam na escola. Porque quando sa\u00edrem do est\u00e1gio, a\u00ed \u00e9 que vai come\u00e7ar\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Teresa Marques assinala a leitura ass\u00eddua e o pensamento cr\u00edtico como algumas das caracter\u00edsticas que os futuros profissionais devem possuir. \u201cQuestionem-se, porque \u00e9 que \u00e9 verdade, porque \u00e9 que isto \u00e9 assim, que fontes \u00e9 que eu devo usar para provar que \u00e9 verdade, cruzem a informa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o acreditem na primeira coisa que vos \u00e9 dita, sem cruzarem a informa\u00e7\u00e3o com outros intervenientes da hist\u00f3ria. Escrevam bem\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por \u00faltimo, para Jos\u00e9 Lameiras trata-se, sobretudo, de uma quest\u00e3o de prepara\u00e7\u00e3o. \u201cDevemos acreditar nas nossas capacidades e n\u00e3o pensarmos que h\u00e1 muitos jornalistas, que o mercado est\u00e1 saturado, que os \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o cada vez menos. Se n\u00f3s tivermos qualidade e oportunidade de apresentar essa qualidade, tudo acontece. \u00c9 preciso acreditar\u201d.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Autores: Bianca Semedo, Madalena Barreiros, Ricardo Pereira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitos quil\u00f3metros pela frente, poucos recursos e a press\u00e3o de dar as not\u00edcias a horas e em primeira m\u00e3o. Estas s\u00e3o as hist\u00f3rias e a realidade de Hugo Alc\u00e2ntara, Teresa Marques e Jos\u00e9 Lameiras, os correspondentes locais que percorrem o Alentejo de uma ponta \u00e0 outra, para ir ao encontro da not\u00edcia. <\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":5782,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[17],"tags":[1183,1151,1182,1282,1285,193,128],"class_list":["post-5780","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sociedade","tag-autor-bianca-semedo","tag-autor-madalena-barreiros","tag-autor-ricardo-pereira","tag-correspondentes-locais","tag-delegacoes","tag-jornalismo-e-comunicacao","tag-jornalismo-local"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Vozes-do-Interior-A-Realidade-dos-Corespondentes-Locais-scaled.jpg","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p81ada-1ve","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5780","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5780"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5780\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5926,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5780\/revisions\/5926"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5782"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5780"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5780"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5780"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}