{"id":6310,"date":"2026-03-26T18:10:15","date_gmt":"2026-03-26T18:10:15","guid":{"rendered":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/?p=6310"},"modified":"2026-03-26T18:10:19","modified_gmt":"2026-03-26T18:10:19","slug":"jornadas-discutem-lusofonia-nos-media","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jconline.ipportalegre.pt\/index.php\/2026\/03\/26\/jornadas-discutem-lusofonia-nos-media\/","title":{"rendered":"Jornadas discutem lusofonia nos media"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\"><div style=\"font-style:italic;font-weight:700;\" class=\"wp-block-post-excerpt\"><p class=\"wp-block-post-excerpt__excerpt\">Professores e jornalistas falaram da representa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses lus\u00f3fonos no jornalismo. Conclu\u00edram que ainda h\u00e1 muito a fazer para mudar a ideia dos coitadinhos e da hegemonia da branquitude. Enquanto isso n\u00e3o se altera, imperam os estere\u00f3tipos. <\/p><\/div>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>estere\u00f3tipos e o papel do jornalismo como espa\u00e7o de narrativas contra-hegem\u00f3nicas foram os temas centrais do \u00faltimo debate das Jornadas da Comunica\u00e7\u00e3o, que teve lugar na manh\u00e3 de quinta-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema \u201cEcos entre mundos: a lusofonia na imprensa\u201d, Ant\u00f3nio Pinto Ribeiro, professor universit\u00e1rio, referiu que \u00e9 muito cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o ao termo \u201cLusofonia\u201d, porque \u201c\u00e9 um termo neocolonial, que d\u00e1 continuidade a uma certa representa\u00e7\u00e3o colonial que prevalece.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um termo que temos de desconstruir. Estes problemas que existem na sociedade portuguesa resultam da dificuldade de ter express\u00e3o no espa\u00e7o p\u00fablico.\u201d Marisa Rodrigues, jornalista e diretora da Bantumen, tem a mesma perspetiva mas sublinha que \u201ctamb\u00e9m n\u00e3o temos um termo melhor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Jamila Pereira, jornalista da \u00e1rea cultural, falou sobre a import\u00e2ncia de serem os pr\u00f3prios a falar sobre estas quest\u00f5es, pois s\u00e3o aqueles que t\u00eam maior legitimidade e um melhor entendimento dos assuntos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para S\u00e9rgio Gadini, professor na Universidade Estatal de Ponta Grossa, no Brasil, considerou que o tema \u201c\u00e9 complexo e desafiante\u201d refor\u00e7ando que se trata de uma quest\u00e3o central no jornalismo nos dias atuais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 importante acabar com os estere\u00f3tipos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre os estere\u00f3tipos, Ant\u00f3nio Pinto Ribeiro referiu que \u201ca maioria da imprensa alimenta e repercute esses estere\u00f3tipos.\u201d As raz\u00f5es para isto acontecer s\u00e3o a falta de valor-not\u00edcia dos assuntos africanos e a reduzida proximidade f\u00edsica, pois com exce\u00e7\u00e3o da RTP, n\u00e3o existem canais televisivos portugueses com jornalistas ou correspondentes nos pa\u00edses lus\u00f3fonos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e9rgio Gadini destacou a import\u00e2ncia de acabar com estes estere\u00f3tipos que podem n\u00e3o conseguir destruir estas narrativas, mas pelo menos n\u00e3o as refor\u00e7am. O professor referiu ainda que \u201ctemos de questionar quem \u00e9 que det\u00e9m estas plataformas\u201d medi\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje em dia \u00e9 importante dar espa\u00e7o a novas vozes como refere Jamila Pereira \u201cH\u00e1 uma falta de diversidade enorme. Mas depende de plataforma para plataforma. \u00c9 preciso dar espa\u00e7o a outras vozes\u201d. Sobre este mesmo tema, Marisa Rodrigues, afirmou que \u201ch\u00e1 sempre um vi\u00e9s, porque tu escreves a partir da tua realidade e daquilo que tu \u00e9s. O importante \u00e9 perceber como \u00e9 que vamos contar a hist\u00f3ria (Sobre o caso Cl\u00e1udia Sim\u00f5es) \u2013 Vamos dizer: \u201cUma mulher negra foi agredida por um pol\u00edcia\u201d ou \u201cUm pol\u00edcia agrediu uma mulher negra?\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cobertura medi\u00e1tica, Ant\u00f3nio Pinto Ribeiro destacou \u201co problema da branquitude\u201d que coloca sempre limites \u00e0 perce\u00e7\u00e3o da realidade e \u201co conflito entre identidade (como eu me represento) e a identifica\u00e7\u00e3o (como os outros me veem), estando neste conflito a origem do racismo.\u201d Marisa Rodrigues alertou tamb\u00e9m para o facto de este n\u00e3o ser \u201cum problema novo. \u00c9 bom trazermos a Hist\u00f3ria para perceber como certos assuntos s\u00e3o continuados no tempo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Marisa Rodrigues h\u00e1 dois tipos de narrativa, a dos \u201ccoitadinhos\u201d e da \u201cpobreza\u201d. Refere que o assunto de Cabo Verde \u00e9 abordado sempre da mesma maneira. \u201cS\u00e3o pobres, mas s\u00e3o felizes\u201d. Mas h\u00e1 um Cabo Verde diferente, com projetos e bons exemplos, s\u00f3 que \u201csobre isto n\u00e3o chega c\u00e1 nada\u201d, lamenta Marisa Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<p>Ant\u00f3nio Pinto Ribeiro sublinhou, por fim, que h\u00e1 um aspeto que deve ser o ponto a discutir e que n\u00e3o \u00e9 muito falado. \u201cIndependentemente deste trabalho que est\u00e1 a ser feito pela imprensa de refer\u00eancia, como os projetos na Bantumen e outros, n\u00e3o se trata s\u00f3 de desconstruirmos o colonialismo. Mas \u00e9 questionar o que \u00e9 que esta imprensa tem como expectativas em rela\u00e7\u00e3o ao futuro e \u00e0s l\u00f3gicas liberais do mercado?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Autor: B\u00e1rbara Silva e Isabel Allen<br>Fotos: Isabel Allen<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professores e jornalistas falaram da representa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses lus\u00f3fonos no jornalismo. Conclu\u00edram que ainda h\u00e1 muito a fazer para mudar a ideia dos coitadinhos e da hegemonia da branquitude. 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