Elvas elege câmara tripartida e confirma fragmentação política Autárquicas 2025 17 Outubro, 202512 Novembro, 2025 As eleições autárquicas de 2025 em Elvas produziram uma mudança profunda no panorama político local. O concelho elegeu um executivo camarário repartido por três forças políticas, evidenciando uma fragmentação inédita e um empate político entre os principais candidatos. Com 32,98% dos votos, o Movimento Cívico por Elvas (MCPE), liderado por Rondão Almeida, venceu novamente as eleições, garantindo dois mandatos. O Chega, com 25,87%, protagonizou uma ascensão expressiva, assegurando também dois vereadores. O PS, com 23,71%, obteve igualmente dois vereadores. A AD conquistou 11,76% e garantiu um mandato, enquanto a CDU obteve 2,19%, mantendo-se sem qualquer mandato. A taxa de abstenção fixou-se nos 41,77%, com 10.759 votantes num total de 18.477 inscritos, refletindo uma participação moderada nestas autárquicas. Na Assembleia Municipal, o Chega tornou-se a força mais votada, com 30,80% dos votos e sete deputados, seguido do MCPE com 28,88% e seis deputados, do PS com 21,11% e cinco deputados. A AD alcançou 12,87%, elegendo três representantes e a CDU somou 3,15%, insuficientes para eleger deputados. Os resultados contrastam fortemente com o cenário de 2017, quando o PS detinha uma maioria expressiva, elegendo quatro vereadores e obtendo quase 49% dos votos. Desde então, o mapa político elvense tem-se tornado progressivamente mais competitivo e repartido: em 2021, o MCPE substituiu o PS como força dominante, e em 2025, o Chega entrou na disputa direta pela liderança local. A evolução ao longo das três últimas eleições revela uma tendência de dispersão do voto e de perda de domínio das forças tradicionais, abrindo espaço a novas dinâmicas políticas no concelho. Após conhecidos os resultados, Rondão Almeida, que aos 82 anos assegura mais um mandato à frente do município, agradeceu aos eleitores que voltaram a confiar no Movimento Cívico por Elvas e sublinhou o valor democrático da votação. Em declarações à Rádio Elvas, afirmou que o resultado “mostra que a democracia em Elvas funcionou em pleno”, destacando também que “ao eleger Rondão Almeida, os elvenses elegem o presidente de todos, e não o presidente do partido A, B ou C”. Autor: Ana Grilo Share on Facebook Share Share on TwitterTweet Share on Pinterest Share Share on LinkedIn Share