Jornadas da Comunicação celebram 30 anos com olhar no passado e foco na inovação XXX Jornadas da Comunicação 24 Março, 202624 Março, 2026 Mais do que celebrar, esta edição procura contar a história das jornadas e projetar o futuro do jornalismo. A trigésima edição das Jornadas da Comunicação arrancou esta terça-feira, 24 de março, Dia Nacional do Estudante, pelas 10 horas, no auditório Abílio Amiguinho da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), em Portalegre. O espaço foi destacado pelo diretor do Politécnico de Portalegre, João Emílio Alves, como “o auditório mais bonito do Politécnico”. Sob o tema “Diversidade e Representação no jornalismo e na comunicação”, a iniciativa promete, ao longo da sua programação, fomentar o debate, a partilha de ideias e a aprendizagem em torno de questões atuais e relevantes para o setor. A sessão de abertura iniciou-se com a exibição de um vídeo que reuniu testemunhos de alunos e docentes, respondendo à questão “o que representam as Jornadas da Comunicação?”. Entre as ideias destacadas estiveram a entreajuda, a reflexão académica, a singularidade da experiência, o reforço da motivação estudantil e o reconhecimento de três décadas de esforço coletivo, sublinhando que o projeto “faz parte dos estudantes presentes e dos que já passaram”. Seguiu-se a intervenção do presidente das jornadas, André Lucrécio, marcada por um tom emotivo. O estudante dirigiu palavras de agradecimento à equipa organizadora e apelou à continuidade do projeto. No último ano da licenciatura em Jornalismo e Comunicação, despediu-se com gratidão e evocando as memórias construídas ao longo do percurso académico. A professora Adriana Melo Guimarães, coordenadora da licenciatura de jornalismo e comunicação, reforçou a importância do evento enquanto espaço de “aprendizagem e inspiração”, manifestando o desejo de que as reflexões partilhadas ultrapassem os limites da instituição. Na sua intervenção, João Emílio Alves saudou os participantes e destacou a longevidade da iniciativa, afirmando que “30 anos não é para todos”. Elogiou ainda a comissão organizadora, composta por André Lucrécio, Denisa Barbu, Ruben Bastos e Luísa Guerra, salientando o papel destes estudantes na concretização do evento. Para o diretor, “a reflexão crítica e a partilha de saber cruzam-se para a produção de conhecimento”, sendo as jornadas uma “marca anual” da instituição e da região, funcionando também como uma “ponte com o domínio profissional” nas áreas do jornalismo e da comunicação. A sessão contou ainda com a intervenção de Fernando Rebola, vice-presidente do Politécnico de Portalegre, que expressou o “gosto em regressar a casa” visto que lecionou na instituição durante muitos anos. Dirigiu cumprimentos à comunidade académica, destacou o papel de liderança de André Lucrécio e deu as boas-vindas aos estudantes do Instituto Politécnico de Tomar, nomeadamente da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, presentes no evento. O momento de abertura ficou ainda marcado pela atuação da tuna académica Papasmisto, que celebrou o seu 32.º aniversário com uma apresentação animada. O grupo interpretou temas originais como “Estudante” e “O Capote”, bem como “Passeio pela Cidade”, da autoria de Dona Maria Soares. O espetáculo encerrou com “Nosso Hino Popopo”, dedicado à comunidade estudantil. O presidente das Jornadas da Comunicação destacou que a 30.ª edição se diferencia pelo seu carácter comemorativo e reflexivo, centrado numa retrospetiva histórica: “o que difere das outras será mesmo o contar de todos estes 30 anos”. Recordando o início em 1996, sublinhou a evolução até à atualidade, marcada pelo digital: “hoje o meio digital é a coisa mais adquirida de sempre”. Relativamente à escolha dos temas, explicou que a organização procura garantir atualidade através da análise de “artigos” e “notícias” recentes, apostando em convidados ligados ao presente do setor. Ainda assim, salientou a importância do equilíbrio geracional: “tentamos trazer sempre pessoas novas, com ideias inovadoras”, sem esquecer de “fazer essa ponte” com profissionais mais experientes. No que toca à organização, identificou como principal desafio a gestão de uma equipa numerosa e a pressão associada à data simbólica: “acabamos por tentar que seja tudo perfeito” e, por vezes, “complicamos o que não é complicado”. Entre as memórias mais marcantes, recordou um episódio do seu primeiro ano, quando ficou sem convidados horas antes de um debate. A solução surgiu rapidamente: “em duas horas tínhamos três pessoas ali sentadas”. Para André Lucrécio, foi “a magia do jornalismo a funcionar”, transformando um momento de crise numa experiência inesquecível. De plateia cheia, começa assim a XXX edição das Jornadas da Comunicação.A mesa de abertura da 30ª edição das Jornadas da ComunicaçãoA mesa de abertura da 30ª edição das Jornadas da ComunicaçãoA mesa de abertura da 30ª edição das Jornadas da ComunicaçãoVice-presidente Fernando Rebola e o Presidente das Jornadas André LucrécioAtuação da Tuna PapasMisto na 30ª Edição das JornadasAtuação da Tuna PapasMisto na 30ª Edição das Jornadas Autores: Francisca do Carmo Coimbra, Dinis Carmona, Rafael Moreno e Isabel Allen Share on Facebook Share Share on TwitterTweet Share on Pinterest Share Share on LinkedIn Share